Música negra não me interessava até eu ouvir Isaac Hayes, já conhecia Marvin Gaye, mas a música de Isaac Heyes me fascinou de imediato depois que ouvi esse disco sensacional, Isaac Lee Hayes, Jr. (Covington, 20 de agosto de 1942 — Memphis, 10 de agosto de 2008) foi um cantor e compositor americano. Foi uma das principais forças criativas da gravadora Stax Records, servindo como compositor e produtor ao lado do parceiro David Porter durante a metade dos anos 60. Hayes & Porter foram nomeados ao Hall of Fame em 2005 em reconhecimento por seu sucesso em composições para Sam & Dave, Carla Thomas e outros no final dos anos 60.
O sucesso "Soul Man" de Sam & Dave foi reconhecida como uma das melhores ou mais importantes canções dos últimos 50 anos pelo Grammy Hall of Fame, The Rock and Roll Hall of Fame, a revista Rolling Stone, e RIAA.
No final dos anos 60, Hayes começou a gravar, e gravou álbuns de soul com grande sucesso como Hot Buttered Soul (1969) e Black Moses (1971) como principal artista da Stax. Além de seu trabalho na música popular, Hayes foi compositor de trilhas sonoras para cinema. Seu trabalho mais conhecido, para o filme blaxploitation de 1971 Shaft, rendeu a Hayes um Óscar por "Melhor Canção Original" (o primeiro prêmio recebido por um afro-americano em uma categoria que não fosse para atuação) e dois Grammy Awards. Recebeu um terceiro Grammy pelo álbum Black Moses.
Em 1992, em reconhecimento ao seu trabalho humanitário, foi coroado como rei honorário do distrito de Ada em Gana.
Hayes também atuou no cinema e televisão; de 1997 até 2006, foi a voz do personagem "Chef" para a série da Comedy Central South Park. Retirou-se do programa em razão do episódio que ironizava a seita cientologia, da qual era adepto. Em resposta, os criadores de South Park colocaram no ar durante a décima temporada a morte de Chef, ocorrida após uma lavagem cerebral, em referência à cientologia. Também teve uma música composta por ele na trilha sonora do filme Kill Bill: a canção instrumental "Run Fay Run", presente originalmente na trilha-sonora de Tough Guys.
Pesquisa - Magno Moreira

sexta-feira, 7 de dezembro de 2018
domingo, 28 de outubro de 2018
Paulo Leminski e a Poesia Concreta
Surgiu na década de 1950 no Brasil e na Suíça, tendo sido primeiramente nomeada, tal qual a conhecemos, por Augusto de Campos na revista Noigandres de número 2, de 1955, publicada por um grupo de poetas homónimo à revista e que produziam uma poesia afins. Também é chamada de (ou confundida com) poesia visual em algumas partes do mundo.O concretismo, primeiramente, foi um movimento europeu das artes plásticas, na década de 1930, e da música, na década de quarenta. Dizia-se "concreto" por oposição à ideia de "abstrato" [carece de citação]. O surgimento oficial da poesia concreta dá-se em 1956, com a Exposição Nacional de Arte Concreta, no Museu de Arte Moderna de São Paulo, com a participação de poetas e pintores de São Paulo e do Rio de Janeiro.
No entanto, já se vinha configurando desde o início da década, e mesmo anteriormente, surgindo como parte de um movimento ou tendência, muitas vezes de forma espontânea, no Brasil e em vários países da Europa. Na Itália, em 1943, provindo do já antigo futurismo (o qual costumava fazer experimentos tipográficos e posteriormente sofreu forte influência da poesia cubista, através da influência do poeta Guillaume Apollinaire), o poeta Carlo Belloli escreveu, profeticamente , to see will become more necessary than to listen ("ver tornar-se-á mais importante que ouvir") e produziu um tipo de poesia que chamou de “Testi-poemi murali” (Texto-poema mural). Mary Ellen Solt, em artigo de 1968, para a Indiana University Press, considera tais textos-poemas como poesia concreta.
No entanto, os primeiros textos que atendem rigorosamente aos preceitos definidos para a poesia concreta no seu primeiro manifesto (Plano-piloto para poesia concreta, publicado em São Paulo, 1958, e assinado por Augusto de Campos, por seu irmão Haroldo de Campos e por Décio Pignatari, grupo reunido desde 1952 sob o nome de Noigandres), foram uma série de poemas chamados de “Poetamenos” e o primeiro livro do boliviano-suíço Eugen Gomringer, Konstellationen (Constelações), ambos publicados em 1953.
No mesmo ano, foi publicado na Suécia, pelo poeta brasileiro-sueco Öyvind Fahlström, um manifesto chamado Manifest for konkret poesie (Manifesto da poesia concreta), que apresentava muitos pontos de contato com as proposições da poesia concreta paulista, enfatizando, porém, a importância do ritmo, o que, de todo modo, poderia nos levar a pensar em alguma poesia como “beba coca cola” (Décio Pignatari, 1957) ou na letra da composição musical “O quê” (Arnaldo Antunes, 1986).
A partir da metade da década de 1950, o movimento começa a propagar-se por vários países, tais como Alemanha, Áustria, Japão, Portugal, França, Espanha, EUA, Islândia, Escócia, Bélgica, Tchecoslováquia, Dinamarca, Turquia, Finlândia e Itália (neste último parecendo ter se desenvolvido da "poesia-texto mural").
No exposição brasileira de 1956, além dos paulistas do Noigandres, participaram poetas, como Ferreira Gullar (maranhense que, à época, utilizava-se de meios como a gravação de poemas em madeira), e artistas plásticos como Lígia Clark e Hélio Oiticica. Ferreira Gullar irá romper com os paulistas em 1959 e fundar o neoconcretismo. Mais tarde, o poeta maranhense se afasta também deste movimento, por considerar que o termo "poesia" não poderia ser dissociado da palavra escrita ou falada, e por acreditar que o neoconcretismo apontava para este caminho.
Pesquisa - Magno Moreira
Arrigo Barnabé & banalidade das emissoras de Rádio
Pode ser que quando o amigo a leitor terminar de ler esse artigo raciocinar no seguinte sentido - Esse intrépido e incauto blogueiro está cuspindo no prato em que comeu! pois trabalhou na Radiofusão por quase três décadas, sendo assim é bom que saiba que o Rádio do interior já viveu tempos em que se tocava Belchior, Lulu Santos, Elis Regina, Ney Matogrosso, kleiton e Kledir,Hermam Torres, Azimuth, Claudio Zolli, Ed Motta, Vinicius Cantuária, Marina, Gilberto Gil, Ruy Maurity e Arrigo Barnabé, o Arrigo, esse brilhante músico e ator paranaense teve seu reconhecimento pelo grande público veio logo com o primeiro disco, Clara Crocodilo, em 1980, quando foi recebido pela imprensa como a maior novidade na música brasileira desde a Tropicália. Em suas composições Arrigo faz quase de tudo.
Pianista de formação erudita, o londrinense Arrigo Barnabé surgiu para o grande público em 1979 no I Festival Universitário de Música Popular Brasileira, organizado pela RTC (Rádio e Televisão Cultura de São Paulo).
Arrigo defendeu "Diversões eletrônicas", acompanhado da Banda Sabor de Veneno, e levou o 1º lugar. O trabalho chamou a atenção da mídia e do público, pois apresentava influências musicais até então inéditas na música popular, como a música dodecafônica e concreta, além de uma interpretação de canto-narrado caótico, teatral e urbano - Moreira da Silva fazia algo semelhante há 20 anos de "Clara Crocodilo", mas o samba de breque narrado não era tão urbano.
Ouça aqui a música Suspeito
Esse blogueiro conheceu esse cantor londrinense através do Rádio. Arrigo mistura elementos e procedimentos da música erudita do século XX a letras ferinas sobre a vida na grande cidade. É comum a utilização de séries dodecafônicas, aliada a uma prosódia muito próxima da fala urbana de seu tempo.
A música de Arrigo Barnabé e sua banda Sabor de Veneno está muito ligada a outros artistas, como Itamar Assumpção (e a banda Isca de Polícia), e grupos, como Rumo, Premeditando o Breque e Língua de Trapo.
Esses artistas e grupos estavam inseridos num contexto que acabou conhecido como Vanguarda Paulista. Além das canções do disco Clara Crocodilo, outras músicas, como "Uga Uga" - hit dos anos 80 com participação de Eliete Negreiros e Vânia Bastos nos vocais - foram sucessos prestigiados. O compositor escreveu várias composições para trilhas sonoras de filmes brasileiros e a faixa-título de seu álbum Tubarões Voadores é baseada em uma história em quadrinhos de Luiz Gê. O cantor foi também citado na música "Língua", de Caetano Veloso, e "Eu Quero Saber Quem Matou", de Rogério Skylab.
Hoje em dia a programação musical das emissoras de Rádio está banalizada ao extremo que o fato de acrescentar uma música de qualidade no grid de suas programações é o mesmo que expor um vaso de cristal em meio a pinicos cheios de Xixi, Cocô e Otras Cositas Más !
por Magno Moreira em outubro de 2018
Pianista de formação erudita, o londrinense Arrigo Barnabé surgiu para o grande público em 1979 no I Festival Universitário de Música Popular Brasileira, organizado pela RTC (Rádio e Televisão Cultura de São Paulo).
Arrigo defendeu "Diversões eletrônicas", acompanhado da Banda Sabor de Veneno, e levou o 1º lugar. O trabalho chamou a atenção da mídia e do público, pois apresentava influências musicais até então inéditas na música popular, como a música dodecafônica e concreta, além de uma interpretação de canto-narrado caótico, teatral e urbano - Moreira da Silva fazia algo semelhante há 20 anos de "Clara Crocodilo", mas o samba de breque narrado não era tão urbano.
Ouça aqui a música Suspeito
Esses artistas e grupos estavam inseridos num contexto que acabou conhecido como Vanguarda Paulista. Além das canções do disco Clara Crocodilo, outras músicas, como "Uga Uga" - hit dos anos 80 com participação de Eliete Negreiros e Vânia Bastos nos vocais - foram sucessos prestigiados. O compositor escreveu várias composições para trilhas sonoras de filmes brasileiros e a faixa-título de seu álbum Tubarões Voadores é baseada em uma história em quadrinhos de Luiz Gê. O cantor foi também citado na música "Língua", de Caetano Veloso, e "Eu Quero Saber Quem Matou", de Rogério Skylab.
Hoje em dia a programação musical das emissoras de Rádio está banalizada ao extremo que o fato de acrescentar uma música de qualidade no grid de suas programações é o mesmo que expor um vaso de cristal em meio a pinicos cheios de Xixi, Cocô e Otras Cositas Más !
por Magno Moreira em outubro de 2018
segunda-feira, 1 de outubro de 2018
Pileque jazzístico
Sabe aquela sensação de ressaca literária ? Foi nesse estado que permaneci durante três longos dias, tudo depois de ouvir o disco do Edison Machado. A bossa nova trouxe os instrumentistas para o primeiro plano e alguns viraram estrelas do movimento como o baterista Edison Machado à frente de uma big band de arrepiar nesta obra prima.
A riqueza da combinação de timbres e as ardilosas harmonizações deste disco só fazem pensar que nem sempre o tempo anda pra frente. Em relação a tanto atraso lançado depois, o Edison Machado deste disco é que continua mandando o verdadeiro samba novo.
A bossa nova trouxe os instrumentistas para o primeiro plano e alguns viraram estrelas do movimento como o baterista Edison Machado (1934-1990) à frente de uma big band de arrepiar nesta obra prima. Os estonteantes arranjos são do maestro Moacyr Santos, um mestre no uso de sopros (um dos muitos pontos fortes da gravação), de J.T Meireles, flautista, sax-alto e tenor, lider dos Copa 5 e do clarinetista e saxofonista Paulo Moura. Encarregam-se dos trombones Maciel (de vara) e Raulzinho (mais tarde Raul de Souza, no de válvula) e o trompete é o então promissor Pedro Paulo, que na época já tinha tocado com o jazzista Cannonball Adderley.
Na cozinha, o pianista Tenório Junior, anos depois tragado pelos porões da ditadura argentina, o baixista Tião Neto e o soberano do samba chiado nos pratos, o próprio Edison Machado. Ele lidera a condução com pulso forte, como demonstra nos solos incandescentes (mas sempre adequados) de Você (Rildo Hora/ Clovis Mello).
Em outras faixas, como Menino Travesso (Moacyr Santos/ Vinicius de Moraes), pontuado por escalas rítmicas do piano de Tenório, ele dialoga diretamente com improvisos de Meirelles e Maciel, num arranjo de arquitetura ousada de Moacyr Santos. Faixas do Disco: Lado A 1. Nanã 2. Só Por Amor 3. Abôio 4. Tristeza Vai Embora 5. Miragem Lado B 1. Quintessência 2. Se Você Disser Que Sim 3. Coisa Nº 1 4. Solo 5. Você 6. Menino Travesso .
Por Magno Moreira
A riqueza da combinação de timbres e as ardilosas harmonizações deste disco só fazem pensar que nem sempre o tempo anda pra frente. Em relação a tanto atraso lançado depois, o Edison Machado deste disco é que continua mandando o verdadeiro samba novo.
A bossa nova trouxe os instrumentistas para o primeiro plano e alguns viraram estrelas do movimento como o baterista Edison Machado (1934-1990) à frente de uma big band de arrepiar nesta obra prima. Os estonteantes arranjos são do maestro Moacyr Santos, um mestre no uso de sopros (um dos muitos pontos fortes da gravação), de J.T Meireles, flautista, sax-alto e tenor, lider dos Copa 5 e do clarinetista e saxofonista Paulo Moura. Encarregam-se dos trombones Maciel (de vara) e Raulzinho (mais tarde Raul de Souza, no de válvula) e o trompete é o então promissor Pedro Paulo, que na época já tinha tocado com o jazzista Cannonball Adderley.
Na cozinha, o pianista Tenório Junior, anos depois tragado pelos porões da ditadura argentina, o baixista Tião Neto e o soberano do samba chiado nos pratos, o próprio Edison Machado. Ele lidera a condução com pulso forte, como demonstra nos solos incandescentes (mas sempre adequados) de Você (Rildo Hora/ Clovis Mello).
Em outras faixas, como Menino Travesso (Moacyr Santos/ Vinicius de Moraes), pontuado por escalas rítmicas do piano de Tenório, ele dialoga diretamente com improvisos de Meirelles e Maciel, num arranjo de arquitetura ousada de Moacyr Santos. Faixas do Disco: Lado A 1. Nanã 2. Só Por Amor 3. Abôio 4. Tristeza Vai Embora 5. Miragem Lado B 1. Quintessência 2. Se Você Disser Que Sim 3. Coisa Nº 1 4. Solo 5. Você 6. Menino Travesso .
Por Magno Moreira
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