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Uma casa sem livros é como um corpo sem alma., Cícero

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sábado, 20 de maio de 2017

Ao Vivo do Campo de Batalha - do Vietnã a Bagdá, 35 Anos em Zonas de Combate em Todo o Mundo"

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O livro que estou lendo trata de um tema encantador - jornalismo de guerra - Ele tem 59 anos, 35 de jornalismo e 17 guerras no currículo. Foi a última dessas guerras –a do Golfo– que deu a Peter Arnett, repórter da rede de TV americana CNN, a idéia de transformar em livro sua experiência como correspondente de 17 guerras. "Ao Vivo do Campo de Batalha - do Vietnã a Bagdá, 35 Anos em Zonas de Combate em Todo o Mundo" chegou em junho de 2014 ao Brasil, lançado pela Rocco. Em todo o livro, o primeiro mandamento de Arnett para um correspondente de guerra: confiança na importância do que faz. 


"O correspondente tem que acreditar que o que ele faz vale os riscos e esforços e é mais importante que todas as regras locais". Arnett afirma que o correspondente também tem que ser o que os americanos chamam de "não-ideológico" –não tomar partido nunca, diz ele, e deixar as informações entrarem na sua cabeça. A terceira atitude do correspondente, para Arnett, é manter-se informado, ler sempre e sobre todos os assuntos. "É preciso saber de tudo, e até ser diplomata de vez em quando." 

O repórter guarda lembranças especiais de duas guerras: a do Vietnã, em que era correspondente da AP (Associated Press), e a do Golfo, quando ficou conhecido no mundo inteiro como correspondente da CNN (Cable News Network) –emissora de TV a cabo dos EUA especializada em notícias. Ele conta que a guerra do Vietnã foi difícil, porque a guerra era mal vista pelos americanos. "A guerra era considerada perdida, e os repórteres eram afetados". Arnett passou dez anos como correspondente na guerra do Vietnã. Ele e outros repórteres americanos corriam risco, diz ele, porque ficavam no campo de batalha, junto com as tropas americanas. "A Guerra do Golfo foi a mais espetacular". Ele lembra que os mísseis americanos caíam perto do hotel dos jornalistas em Bagdá. 
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O jornalista diz que a guerra do Golfo foi diferente de todas as outras, por dois motivos: o envolvimento de toda a comunidade internacional –o que não se verificava desde a Segunda Guerra– e a tecnologia utilizada na cobertura. A CNN tinha dez satélites em vários pontos do Iraque, conta o correspondente. Além disso, unidades móveis de jornalismo permitiam gerar notícias de vários lugares das batalhas. Quando a guerra terminou, Peter Arnett teve mais certeza de que ela fora diferente das outras: tornara-se conhecido no mundo inteiro, depois de 35 anos como correspondente de guerra. "É até bom, porque quando vou hoje à Bósnia todos já me conhecem. 

A desvantagem é que sempre acham que eu sou louco. Eu acho que sou", afirma. Guerra do Golfo O dia em que a guerra do Golfo começou para o mundo –06 de janeiro de 1991– foi o dia em que Peter Arnett tomou a decisão que mudaria sua vida: ficar em Bagdá durante todo o combate. 

Ele foi o único jornalista que permaneceu na cidade bombardeada, contrariando as ordens do presidente George Bush para que todos os jornalistas americanos saíssem do local. Ficou, com um cinegrafista "free-lancer" contratado em Bagdá e operando sozinho os equipamentos de geração de notícias. Conseguiu o que parecia impossível: entrevistar Sadam Hussein. "Fiquei porque sabia que ali haveria uma boa história, que o mundo inteiro ia querer saber", conta. 

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Ele diz que "não queriam testemunhas" do que aconteceria em Bagdá. Conta que sofreu censuras das tropas militares americanas e de Sadam Hussein. Procurando boas histórias, ele esteve em quase todas as guerras, desde o Vietnã: Chipre, El Salvador, Afeganistão, até o Golfo. Ganhou um prêmio Pulitzer pela cobertura no Vietnã e outros cinco por outros trabalhos. Conta que foi preso duas vezes, mas nunca chegou a ser ferido.
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 "Vi muitos amigos morrerem perto de mim. Acho que sou um homem de sorte", diz. A maior dificuldade do correspondente, conta, é conciliar a vida profissional com a vida pessoal. 

Para isso, Peter Arnett, que separou-se depois de um casamento de 20 anos, só tem uma receita: "O correspondente ou desiste do trabalho ou se divorcia".

sábado, 29 de abril de 2017

Surrealismo "fuga da razão"


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Sonhos, fantasias, devaneios, inconsciência, ausência de lógica, formaram as bases das criações do movimento surrealista. Fundado em Paris em 1924 o Surrealismo engrossou os movimentos de vanguardas do início do século XX. 


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André Breton foi seu principal porta-voz e lançou, naquele mesmo ano, o primeiro e principal manifesto - o Manifesto Surrealista. Entre seus mais marcantes expoentes nas Artes Plásticas estão: Salvador Dali (1904-1986), Max Ernst (1891-1976), René Magritte (1898-1967), André Masson (1896-1987), Joan Miró (1893-1983). Alguns críticos e autores da arte associam o nome de Frida Kahlo (1907-1954) ao movimento Surrealista, no entanto a própria artista não se considerava uma surrealista, pois estava interessada em retratar suas dores e tragédias pessoais. Os artistas ligados a esse movimento rejeitavam os valores e os padrões impostos pela sociedade burguesa, seguindo a exploração dadaísta de tudo o que fosse subversivo na arte. Fortemente influenciados pelas teorias psicanalíticas de Sigmund Freud, os surrealistas seguiram alguns métodos para impedir o controle do consciente na ação artística, desprendendo o inconsciente. 

 Como parte do seu processo artístico, os artistas desse movimento também exploravam o imaginário dos sonhos como um atributo inquietante e bizarro da vida diária, chegando pedir que pessoas comuns descrevessem suas experiências oníricas como uma forma de montarem arquivos para suas produções. Assim os surrealistas concebiam o inconsciente como um meio de imaginação, as formas e imagens não poderiam prover da razão, mas de impulsos e sentimentos irracionais e surreais. 
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 Os artistas desse movimento se diferenciavam quanto ao estilo adotado. Enquanto as formas e linhas de Masson provinham de pincelados livres, Magrite e Dalí tinham imagens realistas criando cenas oníricas. A persistência da Memória (Salvador Dali - 1931) .


A persistência da Memória (Salvador Dali - 1931) A obra “A persistência da memória” de Salvador Dalí é uma das mais representativas desse movimento. Os três relógios derretidos juntamente a uma espécie de autorretrato do artista representam o Surrealismo de Dalí diante da irrelevância da passagem do tempo que dizia não perceber e que não tinha nenhum significado para ele. Uma curiosidade sobre esta obra conta que numa tarde quente em seu ateliê, Dalí teve um delírio ao ver um queijo derretendo em função do forte calor. Nascia aí à ideia para de pintar os relógios derretidos e associá-los a passagem do tempo. Não há uma data que determine o fim do Surrealismo, pois influencia até o presente, artistas de todo mundo. No Brasil é possível encontrar características do Surrealismo nas obras de Tarsila do Amaral e Ismael Nery. 
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Referências: LITTLE, Stephen. ...ismos: para entender a arte. Brasil, Ed. Globo, 2011. Pinacoteca Caras. São Paulo: Editora Abril, 1998, nº 06.

Relendo "Guerra e Paz"

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Estou relendo "Guerra e Paz" , mais de 3 mil páginas , numa edição dividida em seis livros -Guerra e Paz (em russo: Война и миръ) é um famoso romance escrito por Lev Nikolayevich Tolstoi (mais conhecido em português como Leon, Leão ou Liev Tolstoi) e publicado entre 1865 e 1869 no Russkii Vestnik, um periódico da época. É uma das obras mais volumosas da história da literatura universal. O livro narra a história da Rússia à época de Napoleão Bonaparte (notadamente as guerras napoleônicas na Rússia). 
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A riqueza e realismo de seus detalhes assim como suas numerosas descrições psicológicas fazem com que seja considerado um dos maiores livros da História da Literatura. Tolstói desenvolve no livro uma teoria fatalista da História, onde o livre-arbítrio não teria mais que uma importância menor e onde todos os acontecimentos só obedeceriam a um determinismo histórico irrelutável. Guerra e Paz criou um novo gênero de ficção. 

Apesar de atualmente ser considerada um romance, esta obra quebrou tantos códigos dos romances da época que diversos críticos não a consideraram como tal. O próprio Tolstói considerava "Anna Karenina" (1878) como sua primeira tentativa de romance, no sentido aceito na Europa. Guerra e Paz fez um enorme sucesso à época de sua publicação, imprevisto até mesmo para o autor, Tolstói.

quinta-feira, 20 de abril de 2017

O DRIBLE

VIDEO 1 -



O meu livro de cabeceira atualmente é "O DRIBLE" DE SÉRGIO RODRIGUES , esse é o segundo livro do autor que leio - Desenganado pelos médicos, um cronista esportivo de oitenta anos, testemunha dos anos dourados do futebol brasileiro, tenta se reaproximar do filho com quem brigou há um quarto de século. Toda semana, em pescarias dominicais, Murilo Filho preenche com saborosas histórias dos craques do passado o abismo que o separa de Neto. Revisor de livros de autoajuda, Neto leva uma vida medíocre colecionando quinquilharias dos anos 1970 e conquistando moças que trabalham no comércio perto de sua casa, no bairro carioca da Gávea. 

Desde os cinco anos, quando a mãe se suicidou, sente-se desprezado pelo pai famoso. Como nos romances anteriores de Sérgio Rodrigues, há um contraponto de vozes narrativas. 



Entremeado com o relato principal, transcorre o livro que Murilo escreve sobre um extraordinário jogador dos anos 1960 chamado Peralvo, dotado de poderes sobrenaturais e que teria sido “maior que Pelé” se não tivesse encontrado um fim trágico. 

VIDEO 2 - 



 A alternância entre o realismo da história de Neto, seco e desencantado, e o realismo mágico da história de Peralvo sinaliza a perícia de Sérgio Rodrigues, um dos narradores mais habilidosos de sua geração. O personagem do velho cronista é o veículo de uma celebração da história do futebol raras vezes empreendida pela literatura brasileira. Murilo Filho, porém, é mais do que isso. 


Com atraso, como se tomasse um drible, Neto entrevê nas frestas da narrativa do pai - e o leitor, um pouco antes dele - um sombrio segredo de família e um episódio tenebroso dos porões da ditadura militar.

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