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Uma casa sem livros é como um corpo sem alma., Cícero

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quarta-feira, 3 de agosto de 2016

Julio Cortázar e a “A autoestrada do sul”



Julio Cortázar é daqueles autores apaixonantes , meu primeiro livro desse argentino foi "Armas secretas" e adquiri hoje “A autoestrada do sul”, um conto que narra a respeito de um grupo de automovilistas que viajam para Paris e que ficam imersos em um embotellamiento ou “taco” ingente, atrapados durante vários dias na autoestrada. Os principais temas tratados no conto são: o passo do tempo (de fato, o conto em si é essencialmente uma metáfora de tempo); o clássico “taco” odiado por todos visto desde um ponto de vista mas extremo e humano, a organização dentro de um grupo social; a química entre duas pessoas; as necessidades básicas humanas, o oportunismo, a cooperação, entre outros. Elegi este conto já que, a meu parecer, Cortázar escreve com um estilo muito original, diferente e cautivante, e pelo geral suas obras dão ao leitor que pensar. Com respeito à utilidade do presente trabalho e meu objetivo pessoal para o, é possível destacar a aplicação prática dos conceitos estudados e a extensão dos conhecimentos sobre literatura e autores latinoamericanos. Quanto ao método a utilizar na análise e a estrutura deste, se baseará principalmente nos conceitos e conhecimentos adquiridos na matéria e a análise se estruturará segundo a forma pré-estabelecida pela docente para este trabalho, isto é: Análise do Autor e seu contexto, análise do narrador presente ao texto, análise das personagens, análises do ambiente do conto e do tempo narrativo deste, análise dos motivos e acontecimentos importantes e finalmente um comentário pessoal sobre o conto.

News Video Livraria/ Cianorte Pr , opção inteligente!



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A News Video Livraria/ Cianorte Pr   é minha parada obrigatória;   adquiri nesta quarta 03 de agosto um clássico da literatura mundial - "Música da noite & outros ensaios" trata se de um livro inédito com 26 ensaios de Aldous Huxley. Aldous Huxley ficou famoso por ter escrito o clássico romance “Admirável mundo novo”, de 1932. 

Um ano antes disso, no entanto, ele lançou 26 ensaios em que refletia sobre a expressão do inexprimível na música, sobre a vulgaridade nas artes, sobre as mudanças sexuais e de pensamento, sobre as ambiguidades do progresso, sobre a busca eterna por novos prazeres. Estes textos estão em Música da noite & outros ensaios que acaba de ser chegar, pela primeira vez no Brasil. 

A tradução de Rodrigo Breunig é confiável e segura para os leitores mais exigentes do gênero! E eu recomendo. 
News Vídeo Livraria
Consolidada há décadas em Cianorte  no noroeste do estado do Paraná a News Video Livraria/ Cianorte Pr  , tem sido a opção mais procurada para aqueles que gostam de uma boa leitura e  locação de ótimos filmes. 
Frequento o local há quase vinte anos e minhas visitas pelo local tornaram se hábito frequente. No espaço reservado à literatura podemos encontrar livros de todos os genêros e pra todos os gostos - dos best sellers aos clássicos.

terça-feira, 2 de agosto de 2016

Os Irmãos Karamázov, o mais ambicioso romance de Dostoievski




Um livro obrigatório , meu amigo Paulo Tertulino um dia me falou dele - Dostoievski é o escritor cristão mais admirado pelos ateus. O alemão Friedrich Nietzsche, que tinha o cristianismo na conta de uma filosofia moral para escravos, considerava o escritor russo o único psicólogo com o qual aprendera alguma coisa. Sigmund Freud também o admirava e dedicou um ensaio ao tema do parricídio na obra do escritor. Em seu conhecido ensaio 

O Existencialismo É um Humanismo, de 1946, o francês Jean-Paul Sartre fundamentava toda a sua filosofia em uma frase atribuída a Dostoievski: "Se Deus não existisse, tudo seria permitido". Que autores tão opostos às idéias de Dostoievski tenham admirado sua obra é um testemunho da grandeza de sua ficção. Uma nova tradução de seu último livro, Os Irmãos Karamázov . 

Lançado no fim de 1880 – pouco antes da morte do autor, em janeiro do ano seguinte –, o romance é uma ambiciosa palavra final sobre os temas que obcecavam o escritor desde suas primeiras obras, publicadas nos anos 1840: o bem, o mal e a trágica liberdade humana para escolher entre um e outro. 

 As traduções anteriores de Os Irmãos Karamázov costumavam vir de outras línguas, especialmente do francês  - em 1944, o tradutor Boris Schnaiderman fez sua temerária estréia no ofício, ao verter a última obra de Dostoievski direto do russo – mas nunca quis reeditar a tradução, que considerou falha. 

A tradução de Paulo Bezerra baseia-se em uma edição crítica da obra de Dostoievski realizada por um time de filólogos russos nos anos 70 – buscava-se, então, corrigir os cortes realizados pelas censuras czarista e stalinista. É, de acordo com o posfácio do tradutor, "a única efetivamente integral em língua portuguesa". Bezerra também buscou respeitar o estilo "às vezes meio tosco" do original. Dostoievski não era propriamente um cultor do mot juste, a palavra exata (o que talvez explique o desprezo que Nabokov, o estilista de Lolita, nutria por Crime e Castigo e Os Irmãos Karamázov). Mas poucos o superam na criação de personagens que vivem no extremo da condição humana – humilhados, atormentados, torturados pela própria personalidade mesquinha. 

 Tal é o caso da família Karamázov. O pai, Fiódor, é um bêbado e um bufão que conseguiu acumular alguma fortuna graças sobretudo ao matrimônio com mulheres de melhor extração social. Teve três filhos: Dmitri (ou Mítia), do primeiro casamento, e Ivan e Alieksiêi (ou Aliócha), do segundo (e, ao que tudo indica, seria ainda o pai do criado Smerdiakóv, filho da idiota da vila). Negligente, abandonou-os todos.

 Violento e lascivo, Dmitri saiu ao pai – e disputa com ele os favores de Grúchenka, jovem mulher de má fama. Aliócha é um místico. Vive em um mosteiro ortodoxo, onde segue as orientações do caridoso monge Zossima. Ivan é o mais filosófico e especulativo, um livre-pensador que parece ironizar todos os sistemas religiosos ou filosóficos: flerta com o ateísmo, mas também discute teologia de igual para igual com os monges do mosteiro onde vive seu irmão mais novo, Aliócha. O narrador do romance confere a esse último a distinção de herói da história, mas Ivan é uma figura mais marcante. O capítulo mais conhecido e celebrado do romance, "O grande inquisidor", deve-se a ele. Trata-se de um poema de Ivan (ou, antes, do enredo de um poema que ele deseja escrever, já que não está em versos), no qual Jesus retorna à Terra em Sevilha, no século XVI, e acaba preso pela Inquisição espanhola. Na famosa frase citada em O Existencialismo É um Humanismo, Sartre faz uma paráfrase meio malandra do pensamento de Ivan (e ainda o atribui ao próprio Dostoievski, que é algo como creditar a Machado de Assis as teorias sociais doidivanas de Quincas Borba). 

A frase não aparece daquela forma no livro. O que Ivan argumenta é que, se o homem perder sua fé na imortalidade, tudo será permitido, "até a antropofagia". Vários personagens glosam essas palavras ao longo do livro – inclusive o próprio Diabo, no meio de um delírio de Ivan –, o que faz desta uma espécie de idéia condutora da trama. Quando Fiódor, o patriarca dos Karamázov, é assassinado e Dmitri surge como o principal suspeito, essa questão moral abstrata ganha uma premência incontornável, que muito atormentará Ivan. 

 Dostoievski não era apenas um crente fervoroso (ainda que torturado): também foi um exaltado nacionalista russo, sempre desconfiado de qualquer inclinação "européia" (no pólo oposto da paisagem intelectual russa do período, encontrava-se o cosmopolita Turguêniev, autor de Pais e Filhos). "Ele é russo demais para mim", dizia o escritor polonês-britânico Joseph Conrad. A exaltação ideológica e mística dos personagens de Dostoievski talvez tenha mesmo qualquer coisa de tipicamente "russo". Mas sua obra é também incomodamente universal. A existência do mal, que tanto angustia Ivan, forma com o bem supremo representado por Deus uma equação insolúvel. E ainda mais trágico é que o ateísmo tampouco é uma resposta. 

 A inquisição encontra Cristo "Em meio a trevas profundas abre-se de repente a porta de ferro da prisão e o próprio velho, o grande inquisidor, entra lentamente com um castiçal na mão. Está só; a porta se fecha imediatamente após sua entrada. Ele se detém por muito tempo à entrada, um ou dois minutos, examina o rosto do Prisioneiro. Por fim se aproxima devagar, põe o castiçal numa mesa e Lhe diz: ‘És tu? Tu?’. Mas, sem receber resposta, acrescenta rapidamente: ‘Não respondas, cala-te.’." Trecho da nova tradução direta do russo de Os Irmãos Karamázov 

 "Nas trevas, a porta de ferro da masmorra abre-se de repente e o grande inquisidor aparece, com um facho na mão. Está só, a porta torna a fechar-se atrás dele. Pára no limiar e observa longamente a Santa Face. 

Por fim, aproxima-se, põe o facho sobre a mesa e diz-lhe: – És tu, és tu? – Não recebendo resposta, acrescenta rapidamente: – Não digas nada, cala-te." Trecho de uma tradução anterior, feita a partir do francês

The Beatles - A História Por Trás de Todas as Canções


São 208 músicas gravadas pelos artistas mais influentes do século XX. São 208 histórias explicando a mágica de cada uma delas. 
O que o jornalista musical, biógrafo e poeta inglês Steve Turner faz em 'The Beatles - A História Por Trás de Todas as Canções' não é explicar os significados ou bastidores técnicos das composições da banda. Sua proposta é mostrar como elas nasceram e como todas têm histórias para contar, como se apropriam das pequenas frases soltas no dia-a-dia e dos eventos de canto de página nos jornais. Em cerca de 380 páginas e mais de 100 ilustrações coloridas, a edição não é só um compêndio das histórias das canções mais importantes do século passado, mas das histórias dos anos 1960.